sábado, 29 de julho de 2017

Sonhos meus, má fortuna, querer pungente (ou olá, Camões)


Sonhos meus, má fortuna, querer pungente
Em minha vida se transformaram;
Os sonhos e a fortuna para trás ficaram
Restando de fato esse querer, somente

Nada do que quis eu fiz, dor presente
Que já não dói tanto quanto em anos passados
Que os sonhos ensinaram, alados
A quedar-me com o querer, contente

Aprendi errando, insistindo em planos
Dei causa a que o tempo castigasse
As minhas insaciáveis e equivocadas esperanças

De tristeza não tive prantos
Oh! Se o tempo me fartasse
Que fizesse que me contentasse
com o pouco resultado das andanças




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