segunda-feira, 10 de abril de 2017

Angústia temporal





Passar o tempo, jamais, 
será a contento:
desejamos cada vez mais
esperar cada vez menos

E se o vazio insistir em nos acompanhar,
cheias serão as horas
desesperadamente a contar

Entrega-se o amor pelo meio
correndo como ondas no mar
ao relógio sem ponteiro
do tempo a naufragar

Que tempo, que horas ou amor
ainda haveremos de gastar,
para saber o quão amarga
é essa dor de esperar?





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