sábado, 8 de outubro de 2016

Escape




Todos os dias a mesma agonia. 
É uma vontade de tentar escapar do óbvio, do impossível...
Dos sentimentos mais profundos que não deveria sentir, ou que deveria apenas controlá-los. Eu não consigo controlar, no entanto. Nunca consegui. 
Eu sou vazão. As águas do rio que correm ao encontro do mar...
Sou a riptide violenta, inevitável e bela, redemoinhos que bravejam esse mar de vida.
Sou as tintas da aquarela da pequena Aelita Andre, os girassóis incríveis de Van Gogh, a Guernica preta e branca de Picasso... Tudo junto.
Eu sou canção, um réquiem de Bach, um progressivo de Pink Floyd.
Sou fogo, fusão e fissão. O sol escaldante do deserto.
Todos os palíndromos do mundo, metáforas e antíteses...
Num crescente de inconstâncias e medo.
E sonhos. Muitos sonhos.
Todos os dias a mesma agonia.
Uma vontade de apagar todos os sentimentos que me escravizam e me fazem respirar ao mesmo tempo. 
To be unknown.
Sou o que sou...Intensidade.
O resto é escape.

(...)







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