sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Sonhadores


Como querer andar sobre as pedras que protegem esse mar?
Como querer amar sob o ar que escapa aos pulmões?
Como querer chorar o riso, sorrir o choro, beijar o medo e cuspir o ciúme?
Como querer sair debaixo das folhas caídas?
Como querer cantar sem música?
Como querer falar com os olhos?
Como querer voar, viver, vibrar?
O sonho encheu as almas com luz,
Estão apagando as luzes do futuro,
Mas no meu sonho tudo brilha e brilhará
inexpugnavelmente.

domingo, 23 de outubro de 2011


Transformar sem mudar o que há de profundo.
Profundamente transformar o mundo.
Quero trazer a essência à tona, sem medo, sem receio de ser feliz.
Ser feliz- a bolinha vermelha bem na ponta do nariz.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Chuva de Setembro...


Deixa a chuva cair nessas pétalas doces.
Deixa a orquestra das gotas molhar a terra, tua testa cor de telúrio.
Deixa eu correr pra te encontrar num abraço molhado,
Da tua felicidade pueril experimentar,
E, depois, sorrindo, apenas deixar a chuva cair...E molhar.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Bluebells



Estrelas brilham mais... agora.
Na imensidão do Universo, dois sóis a sós.
É poeira, via láctea faceira, escondendo na cartola do tempo os seus segredos mais belos.
.
Sky with diamonds. Não, Lucy, eu não me escondi.
Neste espaço eu viajei antes e entendi- o que não se entende. Só se sente....

.................................................................................................E brilha,
.................................................................................brilha,

...................................................brilha.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Servitus Societas




Pergunta sempre a cada ideia: a quem serves? (Bertolt Brecht)

Servir. Ser útil. Usar. E depois, jogar fora?

Dizem dois franceses, aí, que todos nós somos escravos voluntários. Tenho minhas dúvidas...
Como falar em voluntariedade num mundo em que a sociedade sofre a ditadura do consumismo?? É melhor dizer que somos escravos de nós mesmos, de nossas vontades e ambições. Estamos presos aos abismos de nossas almas, saboreando, aos poucos, o veneno de nosso egoísmo doentio.
Somos mais como o fígado de Prometeu, que a águia da alienação devora a cada segundo e que a cada novo instante renascemos para sermos devorados novamente, num balé de horrores infinito. Se Prometeu roubou o fogo dos deuses para dar supremacia aos humanos, nós o usamos para fazermos nossas próprias fogueiras.



Quando pensamos primeiro em nós, levantamos a bandeira do individualismo opressor. Trocamos nossas almas pelo poder destrutivo da mercadoria, viramos Dorians Grays, buscando aquilo que traz felicidade etérea, passageira; enquanto nosso retrato de uma sociedade mais produtiva, justa e igualitária sofre as consequências de nossas vicissitudes consumistas.
Mas, o pior de tudo é saber que há aqueles que não querem ver que suas piscinas estão cheias de ratos.

"Ignoram o que deveria ser a única e legítima reação dos explorados. Aceitam sem discutir a vida lamentável que se planejou para eles. A renúncia e a resignação são a fonte de sua desgraça" (Jean-François Brient)".


Para finalizar, há mais palavras a se dizer, mas o tempo não pára. Não estou sendo hipócrita comigo mesma, se não percebeu, incluí-me nos sujeitos, infelizmente. Mas, pelo menos, não foi nos objetos e espero ser absolvida no tribunal da consciência, porque de boas e pequenas idéias nasce a revolução... É ou não é?

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Invisível



O invisível, aquilo que habita em meu coração e, vez por outra, passa férias em minha mente, resolveu tirar umas férias maiores. E ele me perguntou:

- Será que eu posso visitar alguns parentes no Chile?

E eu, como não o venho encontrando com assiduidade, respondi:

- Claro que sim. Quem sou eu para meter-lhe algemas...É mais fácil você me prender. Aliás, saiba que por ser invisível você também é fugaz, então tome cuidado para não desaparecer.

Ele apenas deu de ombros e se foi.

Acontece, porém, que ontem, assistindo ao Jornal Nacional, percebi que ele se fez visível. E muito, posso atestar. Tão visível que, por um momento, fiquei com medo de que as pessoas pudessem fazer alguma coisa com ele, sufocá-lo, sei lá... Mas ele voltou a ficar invisível esta manhã. E me ligou!

- Susana, achei várias moradias habitáveis aqui. O problema é que só me sinto em casa aí...

Fiquei feliz e falei o óbvio:

- Então..Volte!

E, nosso pequeno invisível disse...

"O fogo apaga tudo, tudo um dia vira luz. Toda vez que falta luz, o invisível salta aos olhos... Mas não saltarei aí, porque aí vocês são cegos. E é o que Saramago diz..Vocês não sabem, não o podem saber, o que é ter olhos num mundo de cegos."

Touché. A RESPOSTA.
Essa resposta! O sentido dessa narrativa toda. Não. O sentido de todos os pontos e entrelinhas do pensamento da sociedade brasileira.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Avifors, Harry Potter

"Harry Potter passará pelo teste de tempo e irá para uma prateleira onde somente os melhores são mantidos [...]. Essa é uma série não só para uma década, mas para eras". (Stephen King)

Seguinte, fim de saga. Fim de uma série que marcou época e, claro, eu tinha de vir aqui no meu blog postar algum comentário sobre este acontecimento que foi, ao mesmo tempo, nostálgico, eletrizante, emocionante e hilário. Sim, nesta ordem.
Explico-me.
Ao fim de um dia especial, estopim da granada de ansiedade que vinha sendo fabricada desde Harry Potter e As Relíquias da Morte Parte 1, dirigi-me para o cinema Multiplex UCI Recife para assistir ao que foi denominado de "O Grande Fim". Confesso que Harry Potter e As Relíquias da Morte Parte 2 realmente pode ser alcunhado dessa maneira, pois é incontestável que a soma de todos os adjetivos que encontrei para denominá-lo está resumida nesta expressão..."O Grande Fim". E põe grande nisso..
Hoje, por todo o emaranhado de fios cibernéticos que compõe a internet, é possível notar o tamanho quase insano da Potterfixação... Agora mesmo, posso apostar que existem de 5 a 6 tópicos nos Trend Topics Worldwide do Twitter que dizem respeito ao filme/saga. E essa mania é tão espetacular que já ouvi pessoas falando que pretendem assistir ao mesmo filme quantas vezes tiver disposição!
Outra coisa que eu achei hilário foi ver a grande quantidade de fãs fantasiados de seus personagens favoritos- uns não tinham nada haver- mas isso é saudável. É incorporar os sonhos...
Acho que é isso que significa ser eterno. Eterno talvez não seja algo que dure pra sempre, mas algo que seja marcado em nossas mentes, de tal maneira que um simples logo da Warner nos faça apertar o botão Rewind e, como uma aparatação, nos faça reviver o mundo mágico. E mais...
Reviver algo que marcou uma geração, afinal, foram 10 anos, minha adolescência: os anos propícios para sonhar!
Eu não quero continuar essa falação nostálgica, também não vou falar muito sobre o filme- não quero que ninguém me acuse de espalhar os spoilers pela Terra (não resisti ao Clone) kkkkkk
Só queria mesmo extravasar mais ou menos tudo o que eu estava sentindo.
Bem, agora me despeço com um feitiço simples, com a vontade de transcender a matéria e transformar todas as lembranças em pequenos pássaros...
Avifors, Harry Potter!
Voe pra sempre em nossa memória!



domingo, 12 de junho de 2011

A Elegância da Justiça




Sentada em uma das mesas, na Rua do Lazer, após uma semana estressante (ressaltem-se noites mal dormidas e com muitas dívidas de sono), comecei a divagar por entre os mundos do Direito, Filosofia e Literatura. O mundo mágico tripartite que sempre acaba me dizendo que estou atrasada para entrar num certo subsolo.

Pois bem, neste dia, quis o maestro do imaginário me levar aos conselhos fabulosos da Sra. Michel. Não realmente conselhos, mas um diálogo significamente repleto de pontos e vírgulas machadianos. E com a participação ilustre da menina de ouro, Paloma Josse.

Nosso diálogo:

(Senhora Michel) - Boa tarde, menina inteligente! A que devo a honra desta visita? Oh, desculpe Leon, hoje ele está mal-humorado porque me viu ficar presa a um pensamento escolástico.

(Eu)- Boa tarde, Renée (Ela insistiu outro dia para que eu não utilizasse de tanto formalismo). Não se preocupe, seu gato não tem muita simpatia por mim, de qualquer forma. Mas...Se posso perguntar, qual teria sido o pensamento que pôs a ferros seu raciocínio?

(S.M)- Não consigo entender a fenomenologia de uma simples receita de bolo. Nem Husserl, Kant ou Descartes me foram úteis.

Entra, agora, no quartinho da zeladora, de supetão, Paloma:

- Aqui está a receita que eu furtei de Colombe, Senhora Michel. Minha irmã nem desconfiou... Olá, Angélica! Outra vez dormindo no ônibus?? (É, moro tão longe da faculdade que geralmente durmo no trajeto pra casa)

- Hoje não, Paloma. Ao que tudo indica, parece que estou dormindo numa das mesas na Rua do Lazer. (Ah, que a metáfora do sonho-realidade seja louvada! rsrs) Olha, eu vim aqui porque preciso de alguns conselhos. Estou catando tudo o que encontro sobre Justiça, quero fazer uma análise atual do seu conceito...

A Senhora Michel levantou da poltrona em que estava e foi servir o chá.

- Ah, a Justiça... O que dizer? Eu tenho meu próprio Anel de Giges, minhas desculpas inúteis que sustentam minha miserável situação.

(Eu)- Vamos lá, Renée, a senhora deve ter algo a mais a me dizer...Ando tão confusa!

(Paloma)- Olha, Angélica, se quer saber minha opinião... Bem, meu conceito de Justiça é baseado fortemente em Platão. Dar a cada um aquilo que lhe é próprio, trabalhar dentro de suas aptidões. É o conceito antropológico- a busca pelo Estado justo e perfeito... Na verdade, tenho minhas próprias reservas a esse conceito. Não é à toa que eu vivo procurando algum sentido para esta vida ingrata; mesmo se buscarmos nossas próprias aptidões, poderemos ainda assim sermos injustos da pior maneira possível. A injustiça para consigo próprio é pior do que guardar rancor, pois o rancor a gente pode substituir por qualquer outro sentimento. E não há substituição para aqueles que acreditam fortemente que são justos quando não o são, na realidade.

(S.M)- Mas Platão anda muito pelo comportamento humano. Prefiro acreditar em Kelsen, quando ele diz que a unanimidade sobre um juízo de valor existente entre muitos indivíduos não pressupõe a veracidade desse juízo. Não posso dizer que é justo o comportamento humano que é acordado na sociedade. Justiça é algo maior e subjetivo. E elegante, diga-se de passagem. Está no íntimo dos seres humanos, talvez até venha do mundo das idéias que o próprio Platão, ao meu ver, renegou ao esquecimento quando pensou em Justiça.

Depois que a Sra. Michel falou, todas bebemos nosso chá em silêncio, sublimando o tempo.

Então, resolvi quebrar o silêncio:

-É, Kelsen. Eu acho que prefiro o conceito de Justiça de Marx e Heller. "A cada um a mesma coisa. A cada um de acordo com seus méritos. A cada um de acordo com seu trabalho. A cada um de acordo com suas necessidades. A cada um de acordo com sua posição. A cada um de acordo com seu direito legal". Ai, estou com a cabeça fervilhando agora. Acho que está na hora de acordar... Obrigada pelos breves esclarecimentos, Renée e Paloma!

(S.M) - Até breve, querida. Na próxima, espero que a Rue de Grenelle não esteja tão barulhenta como está agora sua cabeça. Não gostaria de levar um pouco de chá para sublimar um pouco mais seus estudos? Algo me diz que sua ansiedade está lhe matando.

(Eu)- Ok, acho que vou aceitar.

(Paloma)- Adeus, amiga. Espero realmente ter ajudado...

(Eu)- Adeus, Paloma. Cuidado com seus pensamentos, sua vida não é ingrata. Ah, e não descuide da Sra. Michel...

Então, as duas pérolas francesas, raridades mesmo, sorriram para mim e eu fui ao encontro do maestro do imaginário pedir para me trazer de volta aos acordes do quase réquiem que é minha vida.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O humor sob ângulos absurdamente retos...



“Um papel em branco”, “Separação de dois esposos” e “Mateus e Mateusa”. São três histórias de base do melodrama "Relações Enquadradas", sob a direção de Claudio Lira.
Três ângulos?
Não. Não sei se foi meu eu lírico pregando peça, mas juro que enxerguei outro ângulo que rege a peça do começo ao fim: o caráter popular baseado no humor ácido. Esse caráter tem a finalidade de unir a peça ao público- e como une! A sensação é de que quanto mais a cena for sarcástica, de deboche, brega mesmo, mais provoca o afloramento das expressões- risos, censuras, identificações com alguns personagens...
Confesso que gosto de tudo que é surreal, o reflexo do outro lado do espelho da razão... E isso é bem perceptível nas situações criadas pelo tal do Qorpo Santo- digo isso porque não conhecia este dramaturgo que, com a legitimidade do direito à expressão, é um louco genial, ou seria gignere-all??
Na verdade, é tudo uma loucura sufocante e gostosa a que o grupo Matraca se propõe a encenar. É puro deleite ver sua sintonia . Com a grande trilha sonora que faz relembrar sucessos como o daquele cantor que ainda gosta de receber recados na calcinha- superei-me, hein?- e mais com uma surpresinha ma-ra-vi-lho-sa em sua edição. Sensacional! Fora tantos outros detalhes que não seria interessante pra quem vai assistir saber de antemão.
No final, tudo o que imaginamos é real. Fiquei com o pensamento de que Qorpo Santo enquadra certo por ângulos tortos todas as relações...
É, assim como o quadrado tem 4 ângulos perfeitamente retos, o humor, por vezes, pode ser tido sob olhares absurdamente retos. E como são perfeitas as curvas do absurdo... É o jogo.
Vamos jogar?
.

Relações Enquadradas-

Livre adaptação de textos de Qorpo Santo

Elenco: Ariele Mendes, Catarina Rossiter, Geraldo Dias, Ju Torres, Mário Rodrigues, Maurício Azevedo, Ubiratan Cavalcante, Viviane Braga.

Direção, direção de arte e programação visual: Claudio Lira

Direção Musical: Diogo Felipe

Coreografias e Preparação Corporal: Sandra Rino

Iluminação: Agrinez Melo e Naná Sodré – O Poste: soluções luminosas

Preparação Vocal: Flávia Layme

Confecção de cenário, figurino e adereços: Manuel Carlos de Araújo

Direção de Produção: Ana Júlia da Silva

Realização: Grupo de teatro Matraca e SESC Piedade

Local: Tatro Marco Camarotti, Sesc Santo Amaro

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia) - Classificação etária: 14 anos



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

La Llorona e Adela Alba



México e Espanha.
Uma lenda e uma personagem.
Duas tragédias magníficas...

Tive um insight acerca dessas duas personagens magníficas. A solução trágica para uma situação dramática opressora e claustrofóbica, que parece funcionar como única alternativa possível para a personagem Adela diante de um mundo que só lhe oferecia limites e nenhuma escolha, configura-se na mesma saída que La llorona escolheu. La Malinche preferiu matar seus filhos a perdê-los para a guerra e, depois, suicidou.
<........>
Esta é a minha dica de hoje: analise atentamente A Casa de Bernarda Alba junto à lenda mexicana de La Llorona. Você vai se surpreender com as semelhanças!

OBS: E de resto, deixo a música de Beirut:



[Peça: A Casa de Bernarda Alba, de Federico Garcia Lorca
Lenda: La Llorona, México
Filme: The Cry, de Bernardine Santistevan ]

Um amanhecer na Aurora...


A aurora n’Aurora

É água, sal, furta-cor

De casas, portas e telhados – vazios.


Amsterdam,

Veneza,

Um amanhã...

Minhas alegrias em azuis

Que se imitam em – rios

Saúdam a Colombina sem confetes,

Acenam com cores ao Capibaribe Arlequim


Imagens que na mente viajam milhas por segundo

Misturam-se em sons para dançar um frevo-canção

E é de jeito que dentro de um único passo

Enganam-me

Para na manhã seguinte

Novamente estarem em conjunto



Inspirando-me

Confundindo-me

Alegrando-me



Ó bela Aurora, despertar do dia

Açúcar da maçã

Também quero cantar tua melodia...

Linda - estrela da manhã.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Tadzios au cinéma

Ele era mais bonito do que as palavras podiam exprimir, e Aschenbach sentiu dolorosamente, como tantas vezes antes, que a linguagem pode apenas louvar, mas não reproduzir, a beleza que toca os sentidos. (...) Tadzio sorriu; (...) E recostando-se, com os braços caídos, transbordando de emoção, tremendo repetidamente, segredou a formulação tradicional do desejo - impossível, absurda, abjecta, idiota mas sagrada, e mesmo neste caso honrada: "Amo-te!" (Morte em Veneza, Thomas Mann)

Há muitos Tadzios perambulando o mundo. E, assim como Tadzios, também Aschenbachs. Falemos de Tadzios do mundo cinematográfico... Vamos descobrir alguns belos rapazes que, como Tadzio, foram capazes de "iluminar os olhos" de cada Gustav-Telespectador.
Que comecemos, pois, por Stanley (Marlon Brando):


Uma Rua Chamada Pecado, 1951


O Tadzio selvagem, mas romântico.
"A criação da beleza e pureza é um ato espiritual. (Morte em Veneza)"

Depois, se não for muito, podemos passear pela floresta com o Tarzan (Johnny Weissmuller):

Tarzan, o Homem Macaco, 1932

O Tadzio à beira do mundo.

"Você não pode alcançar o espírito com os sentidos. Você não pode. É pela dominação completa dos sentidos que você pode sempre alcançar a sabedoria, a verdade e a dignidade humana. (Morte em Veneza)"

E o Tadzio adormecido (Jean Marais)?:


Le Dormeur, 1945


No meio da vida-luta, o Tadzio guerreiro, Ben-Hur (Charlton Heston) :

Ben-Hur, 1959

"Ó beleza! Onde está tua verdade? (Shakespeare)"

"Quem possui a faculdade de ver a beleza, não envelhece (Kafka)."

Impressionante que só ele, Cary Grant é o Tadzio elegante, imortal e que não envelhece:

This is The Night, 1932

O Tadzio eletrizante, Clyde Barrow (Warren Beatty):



Bonnie e Clyde, 1967

E, o mais inesquecível de todos... Embora nunca tenha visto algum filme com ele :

O...... Tadzio. Simplesmente Tadzio.
"... Se eles são bonitos, sou Alain Delon... (Balada do Louco- Os Mutantes)"


É claro que há, como já disse, infinitos Tadzios por aí. Esses foram alguns que marcaram a belle époque do cinema, no minha humilde opinião. Um raro momento noir. Uma metáfora significativa da beleza que transporta Morte em Veneza para a realidade, contraste rico aprovado por Hurssel.

E agora, que tal fazer a sua lista de Tadzios?

Despeço-me, agora, com uma xícara de café e de olho em vários DVD's.

[Baseado nos livros Les Hommes Objets au cinéma, de Laurent Jullier/Jean-Marc Leveratto e Morte em Veneza, de Thomas Mann]

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Um beijo de arte na boca do lixo


O lixo que eu faço é a aquarela dos que vivem à beira do mundo.
Um mashup desde Vênus a Marte.
O resquício-arte.
O resto do vício pousando na metralha como em mar profundo...


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

As 10 coisas memoráveis que já fiz na vida....



Ao fim de uma tarde chuvosa de verão, tive um insight de elaborar uma pequena lista - das 10 coisas memoráveis que já fiz na vida. Nem sei exatamente o motivo, mas como diria Crayencour.. "Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana"...
Bem, sem mais delongas, vamos à lista! (Não está na ordem de importância)

. 1 - Cair do teleférico do Hotel Fazenda Portal de Gravatá.

Um feito inédito e hilário porque tinha uma platéia modesta, talvez umas vinte pessoas, gritando frases de incentivo porque eu tava com medo de pular lá de cima.. Bem, o resultado foi que meu medo não era infundado.

. 2 - Passar uma madrugada de Reveillon jogando...cartas!

Altamente recomendável pra quem não tem mais nada a fazer e quer saudar o novo ano metido em uma aposta.

. 3 - Achar que Sherlock Holmes realmente existiu.

Não, não é pior do que acreditar em Papai Noel.

. 4 - Avistar OVNIS no céu de Enseada dos Corais.

Nisso só acredita quem viu, óbvio. Esse fato é comum de acontecer por lá... Todas as vezes em que vi algo estranho cruzar o céu foram à noite. Não minto, tenho testemunhas em minha defesa.

. 5 - Ver o contorno da costa francesa do alto. No avião.

Uma das coisas mais belas que eu já fiz. Foi aí que comecei a acreditar mais nos cartógrafos... É realmente impressionante ver um pedaço do mapa-múndi em tempo real.

. 6 - Assistir ao O Fantasma da Ópera, em Londres.

"In sleep he sang to me / In dreams he came / That voice which calls to me / And speaks my name..."
"Say you'll love me every waking moment / turn my head with talk of summertime. Say you need me with you now and always / promise me that all you say is true / that's all I ask of you."

A história mais fantástica e apaixonante que já ouvi. As músicas mais belas reunidas num show de interpretação dramática! Todo mundo deveria assistir a esse espetáculo maravilhoso!

. 7 - Perder-me no Louvre.

Não é um museu, é um palácio. Quando eu vi aquela pirâmide de vidro, ali no centro, eu senti um estalo que me dizia "Você conseguiu, você está no Louvre. Você está perto das maiores obras de arte do mundo!" Aí, não teve jeito. Eu corri e ansiosa como estava pra ver tudo - eu imaginava ser possível, rá, tolice de quem fica deslumbrado com a "first visit - acabei me perdendo do grupo e fiquei completamente sozinha naquele mundo. Outro mundo, realmente. Vi a Mona Lisa, a Vênus, quadros de Rafael, Delacroix... O Código de Hammurábi- Um dos primeiros códigos da humanidade, pedaços de pirâmides- Sim! Eu não sei como conseguiram transportar um pedaço de uma pirâmide do Egito pra lá- pecado! Mas que pecado bonito de se ver. Ah, é claro que eu me encontrei com meu grupo no final. Se não, nem sei onde estaria agora rsrsrs

. 8 - Conhecer o salão, as escadarias e o campo de quadribol de Hogwarts.

Seria mais interessante se eu estivesse devidamente vestida..rsrs.. Foram alguns cenários dos filmes de Harry Potter. Isso foi em Oxford, Christ Church- A faculdade principal da Universidade de Oxford, construída em 1546, frequentada por Lewis Carroll, Einstein e outros "genius"...

. 9 - Entrar no Big Ben.

Nada de interessante por dentro. Só escadarias, cordas, maquinário e sinos. Mas é divertido ver os bastidores do relógio que nunca pára.

. 10 - Enlouquecer em Amsterdam.

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